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Soneto da Culpa

  • 13 de abr. de 2016
  • 1 min de leitura



Estou de volta e escolhi mais uma poesia minha para dividir aqui com vocês, é uma poesia bem velha (eu gosto de colocar as datas, porque vai dar pra ver as modificações que eu tive ao longo dos anos na minha produção) e foi o primeiro soneto que eu escrevi na minha vida. Não é uma forma que eu tenha muito domínio (e eu admiro MUITO mesmo quem domina!), porque não é fácil.


Poesia é muito complexa de escrever, eu realmente tenho mais facilidade em escrever prosa, o que pode até parecer estranho, já que costuma ser bem mais longo, mas eu acho que aquela fórmula de 10% inspiração e 90% transpiração foi exatamente pensado em poesia... E ao mesmo tempo, quando eu tive mais facilidade em escrever poemas, foi quando eu só me debruçava sobre o papel de deixava as palavras correrem até o fim.


Viu? Escrever infelizmente não tem mesmo uma fórmula...


Bom, vamos ao soneto.

Poesia de 04 de março de 2004 (quinta feira)

Soneto da Culpa Por mais que venha a vontade Por mais que eu queira ajudar Sempre me falta coragem E é o que me faz recuar. Há tanta gente esperando Que eu tenha, nós tenhamos solução Então, eu me vejo chorando Por não responder a questão. Até me sinto culpada Por realmente não dar atenção. Viver de alma lavada, Vivendo de extrema ilusão, Vivendo de forma apagada, Enquanto outros, em intensa escuridão.

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